Eleições para o DCE da USP terão chapa apoiada pela Veja
O articulista Reinaldo Azevedo, conhecido pela sua truculência e ignorância (uma síntese da baixeza a que se submete a Revista Veja desde há tempos), está em plena campanha pela chapa “Reação”, que disputará as eleições para o Diretório Central dos Estudantes da USP.
Já há algum tempo já não participava dessas campanhas para o DCE. As divergências entre as chapas sempre foram mais marcadas do que as convergências, o que acaba gerando desânimo de muitos para atuar nesses processos eleitorais.
Mas é surpreendente verificar a existência de uma chapa que pretende “renovar” o cenário político universitário ser influenciada por gente tão atrasada, como a representada pela cultura preconceituosa daquela revista.
É plenamente compreensível o sentimento de insatisfação que toma diferentes grupos estudantis na USP. Há gente com diferentes histórias educacionais e familiares. De qualquer forma, independentemente dos métodos defendidos por cada indivíduo ou grupo para a contribuição da Universidade no processo de transformação social no Brasil, há uma disposição ampla dos estudantes da USP em defender a democratização do ensino, a distribuição de renda, a justiça social.
Acreditar que uma chapa com esse tipo de militância representa um avanço na cultura política universitária é como acreditar (como defendem esses “pensadores” conservadores) que um fenômeno político como a ditadura militar foi “necessária em um contexto” e que foi ela que “salvou a democracia”.
Que tem muito grupo estudantil na USP com visões arcaicas em relação à métodos de ação, isso é verdade. Mas é importante que a galera mais nova se informe bem sobre quem é quem para não ser ludibriado por um discursinho “descolado” fake. Há partidos atuando no movimento estudantil? Sim, óbvio: quem proibia os estudantes de se articularem em partidos políticos eram os torturadores militares (já devidamente desculpados por gente como esse tal Reinaldo Azedo e mesmo o reitor-ditador João Grandino Rodas).
O lance é que achar que não é “partidária” uma chapa apoiada por um dos principais escritores daquela revista,, que tem uma agenda política clara e definida, seria cair na pegadinha que eles estão querendo armar pra cima da Universidade Pública. Vamos ficar atento







